Centro Cultural de Capoeira São Salvador – CAPOEIRA SSA

Centro Cultural de Capoeira São Salvador – CAPOEIRA SSA
O Centro Cultural de Capoeira São Salvador – CAPOEIRA SSA foi fundado em 02 de fevereiro de 2000 em Salvador – Ba pelos Mestres Marcelo Apollones (Macaco) e José Antonio (Zézo), respectivamente com nível superior em Contabilidade (UFBA) e Educação Física (UCSal). Com um trabalho de ensino e divulgação da capoeira a mais de 10 anos. O CAPOEIRA SSA tem uma filosofia onde a capoeira é trabalhada como veiculo para educação, através de uma proposta fundamentada na cultura brasileira. Procuramos preservar as tradições, estimular a pesquisa de assuntos relacionados a capoeira e areas afins, como também a evolução de sua eficiência como luta-esporte-cultura

Capoeira São Salvador - Sobral

A sede da filial do Centro Cultural de Capoeira São Salvador – CAPOEIRA SSA em Sobral foi fundada em 20 de outubro de 2005 pelo professor Antônio José Lourenço Silva ( Professor Bob ) que desenvolve um trabalho de ensino e divulgação da capoeira a 14 anos. O CAPOEIRA SSA tem uma filosofia onde a capoeira é trabalhada como veiculo para educação, através de uma proposta fundamentada na cultura brasileira. Procuramos preservar as tradições, estimular a pesquisa de assuntos relacionados a capoeira e areas afins, como também a evolução de sua eficiência como luta-esporte-cultura.
Atualmente o CAPOEIRA SSA em Sobral conta com muitos praticantes, desenvolvemos trabalhos em Projetos Sociais, escolas, ginásios, associações. O Grupo está presente na sede e no interior do município.
Recentemente foi inaugurada uma nova sede do Grupo na cidade de Ipueiras que é coordenada pelo Aluno Ivan.
Rodas semanais:
Em Sobral
CRAS Mimi Marinho – aos sábados às 17:00hs.
Em Ipueiras
Ginásio Coberto Arimatéia Catunda – aos sábados às 18:00hs

Contatos:
Professor Bob
Cel. (88) 8803 7134
E-mail: bobcccssa@hotmail.com

contramestre.bob.ssa@gmail.com
bobcapcccssa@yahoo.com.br

Antônio José Lourenço Silva Prof. Bob

Antônio José Lourenço Silva  Prof. Bob
Iniciei na capoeira em março de 1986 em Sobral-CE e desde então pratico essa arte a que mim dedico diariamente. Desde 1994 desenvolvo trabalhos relacionados à capoeira ministrando aulas em associações, escolas, academias e até em praças. Atualmente mim dedica ao trabalho com crianças e adolescentes de Projetos Sociais e escolas públicas do município, meu trabalho está direcionado à pesquisa e prática da capoeira ressaltando a importância dessa arte como veículo de educação e transformação social que promove o crescimento integral de seus praticantes.
MESTRE WALDEMAR DA PAIXÃOMestre Waldemar. Da Paixão, da Liberdade, da Avenida Peixe, capoeirista conhecido pelos seus berimbaus coloridos e por sua voz inconfundível. Iniciou na capoeira com 20 anos de idade, em 1936, foi aluno de Canário Pardo, Periperi, Talabi, Siri de Mangue e Ricardo de Ilha de Maré. Começou a ensinar capoeira em 1940, na Estrada da Liberdade, no inicio era ao ar livre e depois passou para um barracão de palha que ele mesmo construiu. O local virou ponto de encontro dos capoeiristas baianos, e aos poucos a roda de mestre Waldemar foi se tornando muito famosa e todos os capoeiristas da Bahia iam lá jogar. No livro Bahia: imagens da terra e do povo, publicado em 1964, Odorico Tavares assim descreve uma roda de Waldemar no Domingo a tarde, no Corta Braço, na Estrada das Boiadas, destacando a qualidade do mestre como cantador: "Com os tocadores ao seu lado o mestre levanta a voz, iniciando o canto. Os jogadores, em número de dois, estão de cócoras, à sua frente. É lenta a toada que o mestre canta , como solista e já os capoeiristas acompanham-no em movimentos mais lentos ainda, como cobras que começam a mover-se: olhe o visitante atentamente, como aqueles homens nem ossos tivessem, seus membros parecem que recebem um impulso quase insensível, de dentro para fora.(...) Os homens não se tocam para defesa e ataques que se sucedem em imprevistos de segundos. Ë um milagres em que a violência de um ataque resulte em outro ataque, em que ninguém se toca, ninguém se fere, ninguém se agride. É combate, é baile que dura horas."(p. 177-178)
Mestre Waldemar sempre procurou um bom convívio com todos os capoeiristas recebendo todos em seu barracão com muito respeito e também sendo muito respeitado. O seu reconhecimento com mestre evitava conflitos provocados pelos chamados 'valentões'. Sobre esses conflitos Waldemar nos conta: "Barulho eu nunca tive com ninguém, porque eu sempre fui respeitado, nunca ninguém me desafiou. Se me desafiava para jogar, mestre que aparecia aqui, a minha cabeça resolvia.(...) Me respeitavam muito os meus alunos. E não tinha barulho, porque eu olhava para eles assim, eles vinha pro pé de mim e ninguém brigava."
O canto e o toque de berimbau não eram suas única habilidades o mestre também era um exímio jogador de capoeira. Ele relembra: "Quando eu jogava, eu dizia: toque uma angola dobrada. É um por dentro do outro, passando, armando tesoura, se arriando todo. Parece que eu tô vendo eu jogar. Eu joguei muito.(...) Eu gostava de jogar lento, pra saber o que faço. Pelo meu canto você tira. Eu canto pra qualquer um menino desse jogar, e ele jogo sem defeito. Para os meus alunos eu digo que vou cantar e eles já sabem o que eu quero: são bento pequeno. É o primeiro toque meu. Para o outro tocador eu digo : 'de cima para baixo', e ele sabe que é são bento grande. Para viola eu digo: 'repique', e ele bota a viola pra chorar." Mestre Waldemar conta que no seu tempo, e nas suas aulas a capoeira era ensinada na roda, mas que também havia os dias de treino. "Eles jogavam e eu fazia sinal pra fazer tesoura, fazia sinal pra chibatear, fazia sinal pro outro abaixar. "
BIBLIOGRAFIA: Revista Capoeira - Autor: Luís Renato

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